Na última quarta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou seu apoio ao enriquecimento de urânio no Brasil, afirmando que tal ação deve ocorrer "para fins pacíficos", conforme previsto na Constituição. A declaração foi feita durante uma visita a um centro militar que trabalha no desenvolvimento do que poderá ser o primeiro submarino de propulsão nuclear do país.
Lula enfatizou que, dada a extensão do território brasileiro, o país não pode permanecer "com a cabeça curvada". Ele criticou a falta de soberania nacional, afirmando que discursos não são suficientes para garantir a autonomia do Brasil. "A gente não tem soberania nacional porque faz discurso", ressaltou o presidente.
O mandatário comprometeu-se a buscar os recursos necessários para concluir o projeto do submarino, cuja data de finalização foi adiada para 2038 devido a restrições orçamentárias. A defesa da soberania é um dos pilares da campanha de Lula à reeleição, reiterando sua posição em relação ao fortalecimento das capacidades nacionais.
Essa posição de Lula é ainda mais relevante quando se considera o histórico de conflitos entre os EUA e países como o Irã, onde o enriquecimento de urânio tem sido um ponto central. O presidente brasileiro, que já se declarou apoiador do regime iraniano, tem criticado as políticas do governo de Donald Trump, especialmente em relação à Venezuela e ao Irã, acusando-o de se comportar como "imperador do mundo".
A defesa do enriquecimento de urânio pelo Brasil, portanto, não é apenas uma questão técnica, mas também um símbolo da busca por maior autonomia e soberania em um cenário internacional complexo, onde as tensões geopolíticas têm se intensificado nos últimos anos.




