O deputado estadual Caravina, afiliado ao PSDB, alcançou destaque na arrecadação por meio de financiamento coletivo, figurando entre os dez políticos que mais captaram recursos na plataforma QueroApoiar para as eleições de 2026. Até a tarde de quarta-feira, 19 de outubro, a campanha do parlamentar de Mato Grosso do Sul acumulava R$ 173.370, o que lhe garantiu a 9ª posição no ranking nacional. Esse montante coloca Caravina à frente de candidatos com visibilidade nacional, como Deltan Dallagnol, que arrecadou R$ 162.995 e está concorrendo ao Senado pelo Paraná.
Em um panorama mais amplo, a lista de arrecadação da QueroApoiar é liderada por Renan Santos, candidato à Presidência, com um total de R$ 1,247 milhão. Logo atrás, Marcel van Hattem, candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, somou R$ 722,7 mil. Outros candidatos notáveis incluem Jones Manoel, que arrecadou R$ 558 mil, e Kim Kataguiri, que alcançou R$ 213,1 mil. No caso específico de Caravina, sua liderança é ainda mais evidente entre os concorrentes de Mato Grosso do Sul, onde ele é o primeiro colocado com uma diferença significativa em relação aos demais.
O segundo lugar entre os candidatos do estado é ocupado pelo delegado André Matsushita, do PP, com R$ 69.490, seguido por Tiago Botelho, do PT, que arrecadou R$ 23.848,13. No total, as 39 campanhas registradas de Mato Grosso do Sul reuniam um valor aproximado de R$ 357,5 mil, sendo que Caravina representa cerca de 48,5% desse total.
Na sequência, aparecem outros candidatos, como João Henrique Catan, do Novo, com R$ 16.088, e André Salineiro, do PL, com R$ 12.900. Gleice Jane e Vander Loubet, ambos do PT, também estão presentes na lista, com arrecadações de R$ 11.768,33 e R$ 11.125, respectivamente. Vale destacar que entre os candidatos que ainda não conseguiram arrecadar valores na plataforma estão Prof. Léo, Professora Eugenia Portela, Marcos Pollon e Wesley Dias.
A plataforma QueroApoiar, que foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para atuar nas eleições deste ano, permite que os eleitores façam contribuições via Pix, boleto ou cartão de crédito. A empresa informa que cobra taxas de 1,99% sobre doações feitas por Pix e boleto, e 3,38% sobre contribuições via cartão, além de uma taxa de adesão para quem cria campanhas. O TSE ressalta que, embora a autorização para atuação na plataforma indique que a empresa apresentou a documentação necessária, isso não garante a idoneidade dos procedimentos utilizados.
Por fim, as regras eleitorais exigem que a plataforma identifique cada doador, informe os valores, meios e datas de pagamento, emita recibos e mantenha um registro público das doações, que devem ser reportadas à Justiça Eleitoral e incluídas nas prestações de contas das candidaturas.




