Recentemente, dois sacerdotes que vivenciaram atos de profanação no Santuário de Medjugorje e em uma paróquia no México discutiram as melhores formas de resposta dos católicos a esses incidentes. O Padre Manuel Navarro, da Arquidiocese de Madri, esteve presente no famoso santuário mariano durante a noite de 27 para 28 de julho, quando um cidadão polonês, Bartłomiej Włodzimierz Krakowiak, supostamente vandalizou uma estátua da Virgem Maria e incendiou um altar externo ao lado da igreja.
"Ficamos todos chocados porque não sabíamos por que havia acontecido", relatou Navarro em entrevista. Ele destacou que, apesar do impacto emocional do evento, a rápida resposta de voluntários da Comunidade Cenáculo e de peregrinos permitiu que as atividades devocionais seguissem normalmente no dia seguinte, após a limpeza do local.
Sobre como os católicos devem reagir a tais ataques, Navarro mencionou que uma declaração da paróquia identificou três elementos essenciais: oração, jejum e perdão. Ele ressaltou que a oração deve ser direcionada não só aos afetados pelo evento, mas também a todos que cometem ataques, lembrando que esses incidentes ocorrem de várias formas no cotidiano.
O jejum, conforme o padre, é uma prática que nos torna humildes e ajuda a evitar a crença de superioridade em relação aos outros. Por fim, ele enfatizou a importância do perdão, afirmando que Medjugorje é um local de reconciliação, onde é fundamental perdoar aqueles que nos ofendem. "Se não o fizermos, a mensagem é prejudicada quando buscamos justiça por conta própria", acrescentou.
Navarro finalizou observando que a profanação pode servir como um lembrete de que "Deus tira o bem do mal", um conceito que se manifestou na colaboração de todos os presentes para restaurar o local de culto.
Gerardo Martínez, de uma paróquia na Diocese de Saltillo, também comentou sobre o ocorrido, enfatizando a necessidade de orações pela pessoa que cometeu o ato e a importância de continuar avançando na fé, formando laços e promovendo um convívio mais harmonioso na sociedade e na comunidade cristã. Ele reconheceu que momentos de "dor e tristeza" podem fortalecer a fé e o senso de fraternidade entre os fiéis, tornando-os sinais de comunhão diante de situações ultrajantes e angustiantes.




