O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma série de audiências programadas para a próxima semana, com o intuito de discutir a implementação de uma tarifa de 25% sobre importações de produtos brasileiros. A decisão do USTR é consequência de uma investigação que começou em 2025, resultando em acusações ao Brasil por práticas comerciais consideradas injustas. Entre essas práticas, destacam-se a preferência pelo sistema de pagamento Pix, tarifas que são vistas como "desleais e preferenciais" e a falta de medidas eficazes contra corrupção, proteção da propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal.
As audiências públicas ocorrerão na Comissão de Comércio Internacional, localizada em Washington, e representam uma das etapas finais antes que o governo do ex-presidente Donald Trump tome uma decisão sobre a imposição da sobretaxa recomendada. O USTR já indicou que a tarifa de 25% não deverá ser aplicada a diversos produtos, incluindo carne bovina, terras raras e aeronaves, mas a confirmação ainda está pendente.
Um dos participantes confirmados é Roberto Azêvedo, que atuou como diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele foi contratado no ano anterior por representantes do setor privado para participar das discussões sobre a tarifa e fará sua apresentação em três ocasiões durante as audiências.
As audiências estão agendadas para a segunda-feira, dia 6, com início às 10h no horário local de Washington (11h em Brasília). As atividades serão interrompidas e retornarão na terça-feira, dia 7, com o mesmo cronograma. Ao todo, 75 pessoas estão na lista de convidados para discutir a questão das tarifas, incluindo Flávio Bolsonaro e outros representantes do setor.
A situação atual das negociações e as decisões que serão tomadas nas audiências poderão ter um impacto significativo nas relações comerciais entre os EUA e o Brasil, especialmente em um momento em que as práticas comerciais estão sob intenso escrutínio internacional.




