A Santa Sé publicou um decreto nesta quinta-feira (2) que resultou na excomunhão de seis bispos da Sociedade Sacerdotal São Pio X (SSPX). A decisão foi motivada pela ordenação de quatro bispos realizada na quarta-feira (1º), sem a devida autorização do papa Leão XIV, levando à declaração de cisma da fraternidade.
O documento, assinado pelo cardeal Víctor Manuel Fernández, que ocupa o cargo de prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, menciona que a SSPX cometeu um "ato de natureza cismática" ao realizar a consagração episcopal de quatro presbíteros sem mandato pontifício e em desacordo com a vontade do Sumo Pontífice.
Os bispos excomungados incluem Afonso de Galarreta e Bernardo Fellay, que atuaram como consagrador principal e co-consagrador, respectivamente, além de Pascal Schreiber, Miguel Goldade, Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier, todos ordenados em uma cerimônia na Suíça.
O decreto também esclarece que os ministros sagrados da SSPX são considerados cismáticos, assim como os fiéis leigos que aderem formalmente à fraternidade. Esta classificação de cisma e excomunhão se baseia nas condições estabelecidas na Nota Explicativa de 1996 do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos.
Antes da realização da cerimônia de consagração, a SSPX havia recebido alertas da Santa Sé sobre a proibição de realizar tais atos sem a autorização papal, que poderia resultar em excomunhão automática. A Sociedade Sacerdotal, conhecida por rejeitar alguns princípios do Concílio Vaticano II, desconsiderou essas advertências, culminando na ação da Igreja Católica.
Esse episódio marca um momento significativo nas relações entre a Santa Sé e a SSPX, refletindo as tensões persistentes sobre a aceitação e interpretação dos ensinamentos da Igreja Católica contemporânea.




