A militarização do estado de La Guaira foi anunciada na última sexta-feira (26) pela sucessora interina de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez. A medida visa responder à grave situação enfrentada pela população local após os dois terremotos que ocorreram na tarde da última quarta-feira. A região foi a mais afetada, e o governo venezuelano está mobilizando suas forças para auxiliar nas operações de socorro.
Os dados mais recentes indicam que os terremotos resultaram em 589 mortes e 2.980 feridos. Durante uma reunião transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV), Rodríguez confirmou esses números e mencionou que até o momento foram registradas 214 réplicas dos sismos. A governante também destacou que equipes de resgate conseguiram retirar "dezenas" de vítimas das áreas atingidas, embora não tenha especificado o total exato.
Rodríguez ressaltou que "Nossas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, em seus diversos componentes, estão no território do estado de La Guaira para lidar com essa situação que afeta nossa população". A mobilização das forças armadas é uma estratégia do governo para melhorar a logística de atendimento às pessoas afetadas.
Com a desobstrução das estradas, as equipes de resgate, além de agências de segurança pública e militares, têm conseguido se deslocar por todo o estado. Essa operação é crucial para garantir o fornecimento de alimentos e água para os desabrigados. A situação é crítica, e muitos estão vivendo em condições precárias, deitados em colchões, cadeiras e barracas improvisadas nas ruas de Catia La Mar, uma das cidades mais duramente atingidas.
Na quinta-feira, o regime chavista declarou La Guaira como uma zona de desastre. Os terremotos, que tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, não afetaram apenas essa região, mas também outras áreas do país, incluindo a capital, Caracas, onde houve desabamentos de prédios e outras estruturas. A resposta do governo e a mobilização das forças armadas são parte dos esforços para enfrentar essa crise humanitária emergente.




