A política em Mato Grosso do Sul se prepara para uma intensa disputa em 2026, com a oposição desafiando o modelo de governo de Reinaldo Azambuja (PL). Enquanto seus aliados defendem a estabilidade e a longevidade da gestão Azambuja como um sinal de eficiência, a oposição vê esse cenário como um risco à alternância democrática, alertando para a concentração de poder nas instituições estaduais.
Fábio Trad, ex-deputado federal e candidato ao governo pelo PT, tem se posicionado de forma incisiva contra Azambuja, moldando uma narrativa que deve ser central na campanha. Trad critica a continuidade do governo desde 2015 e busca transformar essa longevidade em um ponto de ataque, enfatizando a necessidade de renovação e novas propostas.
Reinaldo Azambuja, em resposta, argumenta que Trad ainda não apresentou um projeto sólido e que sua estratégia se resume a ataques à administração. O governador ressalta os elogios do ministro da Fazenda, Dario Durigan, à gestão fiscal de Mato Grosso do Sul, destacando o equilíbrio das contas públicas e as políticas implementadas. Para Azambuja, esse reconhecimento valida seu modelo de governança e justifica sua continuidade.
Em contrapartida, Trad rebate as críticas, afirmando que suas observações não têm caráter pessoal e que sua função como opositor é questionar a administração. Ele afirma que suas críticas são fundamentadas em indicadores e resultados concretos da gestão. Trad enfatiza que fiscalizar o governo não deve ser interpretado como uma campanha agressiva, mas sim como parte de um dever cívico.
O ex-deputado também argumenta que a perpetuação de antigos grupos políticos tem transformado o poder econômico do interior em um suporte para um novo ciclo de domínio. Embora ainda não esteja no mesmo patamar histórico de figuras como Pedro Pedrossian, Azambuja se destaca por sua habilidade em manter uma influência duradoura, estabelecendo alianças entre o interior, o agronegócio, partidos e a máquina pública.
Azambuja, ao ser questionado sobre seu legado, expressou o desejo de ser lembrado pelas reformas estruturais que implementou e pela sua abertura ao diálogo com aliados e adversários. Ele acredita que as melhores políticas públicas surgem a partir do diálogo e que o verdadeiro reconhecimento vem pelos resultados entregues à população.




