O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou nesta terça-feira (23) que o país se tornará membro do Escudo das Américas no dia 7 de agosto, data em que assumirá o governo. O anúncio foi feito por meio de uma postagem na plataforma X, onde Espriella agradeceu ao secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pelos cumprimentos recebidos após sua vitória no segundo turno das eleições, realizado no último domingo (21).
Na mensagem, Espriella enfatizou que a Colômbia não será mais governada por uma administração que aceite o narcoterrorismo. O novo presidente se comprometeu a intensificar o combate a esse tipo de crime, afirmando: “A partir de 7 de agosto, a Colômbia fará parte do Escudo das Américas. Firme pela Pátria!”.
O Escudo das Américas foi criado em março pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma coalizão regional destinada a enfrentar o crime organizado. Este plano conta com a participação de governos de direita da América Latina, incluindo Argentina, Chile, Equador e El Salvador, mas não abrange países com administrações de esquerda, como é o caso do Brasil, Colômbia, Guatemala e México.
Durante sua campanha, Espriella, que recebeu o apoio de Trump, destacou a necessidade de confrontar o crime organizado e as guerrilhas na Colômbia. Ele se opôs às negociações de paz defendidas por Gustavo Petro e Iván Cepeda, propondo, entre outras medidas, a construção de dez megaprisões de segurança máxima, inspirado nas políticas do presidente salvadorenho, Nayib Bukele.
Com a adesão ao Escudo das Américas, Espriella sinaliza uma mudança significativa na abordagem da Colômbia em relação à segurança e ao combate ao narcotráfico, buscando alinhar-se mais estreitamente aos interesses dos Estados Unidos e de outros países da região que compartilham uma visão similar sobre a segurança pública.




