A interrupção das atividades do Frigorífico Balbino, localizado em Sidrolândia, a 70 quilômetros de Campo Grande, continua a mobilizar não apenas os trabalhadores, mas também produtores rurais, empresários e o poder público municipal. No contexto da recuperação judicial da empresa e das discussões em torno de recursos financeiros essenciais para reiniciar a produção, a expectativa entre os colaboradores pela reabertura da unidade e pela manutenção dos postos de trabalho se intensifica.
A analista de Recursos Humanos Luciane Portz, com 50 anos e sete anos de atuação na empresa, expressa que o clima entre os funcionários é marcado por preocupação e esperança. "Estamos falando de centenas de famílias que dependem dessa atividade. A insegurança é palpável, principalmente em relação ao futuro, mas a maior preocupação dos colaboradores hoje é ver a empresa voltar a funcionar", destaca.
Luciane ressalta a dimensão social do frigorífico, que é sentida diariamente dentro da empresa. "Por trás de cada matrícula existe uma família, filhos, contas e responsabilidades. O sentimento predominante é de esperança de que a empresa consiga retomar suas atividades e preservar os empregos", completa.
Roger Allan, que trabalha na empresa desde janeiro de 2017 e tem 57 anos, está atento aos desdobramentos da recuperação do frigorífico. Ele destaca que a continuidade das operações é crucial não apenas para os trabalhadores, mas também para a economia local. "Um eventual encerramento das atividades teria reflexos profundos para Sidrolândia e para a economia estadual", afirma.
Rodrigo Basso, que também acompanha a situação, enfatiza a importância do frigorífico para a geração de impostos e receitas, tanto para o município quanto para o estado. "Não é interessante para ninguém o fechamento da unidade. Vamos trabalhar para tentar mantê-la funcionando", ressalta.
O prefeito de Sidrolândia informou que mantém um diálogo constante com os proprietários da empresa e acompanha as expectativas de retomada. Ele revelou que há perspectivas de retorno das atividades de abate a partir do próximo mês, após uma paralisação recente. "Os proprietários estão em diálogo constante com a gente, trabalhando sem parar para manutenção do abate, para retornar o mais rápido possível", conclui o prefeito.




