A Justiça decidiu pela prisão preventiva de Maikon José Kolberg, de 35 anos, e Elton Rodrigues Lima, de 66 anos, após serem flagrados sequestrando uma servidora aposentada em um golpe do bilhete premiado, ocorrido na terça-feira, 16 de junho, em Campo Grande. A audiência de custódia dos acusados ocorreu na quinta-feira, 18 de junho.
Durante a audiência, ambos relataram terem sido vítimas de tortura e maus-tratos durante a prisão. Eles afirmaram que, após serem levados à delegacia, foram conduzidos a uma sala reservada onde alegam ter sofrido agressões físicas e psicológicas. De acordo com os relatos, os agentes teriam colocado um saco sobre a cabeça dos acusados, dificultando a respiração, além de aplicar choques elétricos e apontar uma arma de fogo em suas bocas.
As alegações de tortura levantaram preocupações, levando o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e a defesa dos réus a solicitar que os fatos fossem encaminhados ao Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep) para investigação. A defesa de Elton pediu um novo exame de corpo de delito, o que foi acatado pelo juiz Ronaldo Gonçalves Onofri.
Maikon e Elton, naturais de Santa Catarina, são considerados especialistas em golpes, com outros três casos de estelionato registrados em Mato Grosso do Sul associados a eles. Maikon possui um histórico criminal que inclui passagens por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, além de um mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Criminais Regional de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
Elton, que havia sido liberado da prisão há aproximadamente 30 dias, também tem um histórico de passagens por estelionato e falsificação de documentos. Os dois continuam detidos em Campo Grande, aguardando o desdobramento das investigações e do processo judicial em curso.




