Neste sábado (30), a Rússia anunciou que um drone denominado "kamikaze" da Ucrânia teria atingido a usina nuclear de Zaporizhzhia, localizada na região ucraniana homônima. A informação foi divulgada pela Rosatom, empresa estatal russa responsável pelo setor de energia nuclear, que afirmou que o ataque não resultou em danos aos equipamentos essenciais, mas causou um buraco na parede da sala de turbinas.
Em resposta a essas alegações, autoridades ucranianas negaram qualquer envolvimento em um ataque à usina nuclear. Em comunicado oficial, enfatizaram que as forças armadas da Ucrânia operam dentro dos limites do direito internacional humanitário e estão cientes das possíveis consequências de ações contra instalações nucleares. Além disso, mencionaram que na área da linha de frente em questão não ocorreram combates ativos durante o incidente e que nenhuma arma foi utilizada.
A usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, está sob controle russo desde março de 2022, após a invasão da Ucrânia. Desde então, a região tem sido palco de combates esporádicos, gerando preocupações internacionais sobre a possibilidade de um desastre nuclear similar ao ocorrido em Chernobyl, também na Ucrânia, em 1986.
A situação na usina continua a ser um ponto crítico no contexto do conflito entre os dois países, que se intensificou com a invasão russa. A comunidade internacional observa com atenção as ações na região, dada a importância das instalações nucleares e os riscos associados a possíveis ataques.
A crescente tensão em torno da usina de Zaporizhzhia levanta questões sobre a segurança nuclear na Europa e a necessidade de medidas preventivas para evitar um desastre que poderia ter repercussões globais.




