Relatórios recentes da inteligência dos EUA sugerem que o governo russo liderado por Vladimir Putin pode considerar a realização de um ataque limitado contra um país aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nos próximos anos. As avaliações destacam diferentes cenários, que vão desde ataques cibernéticos a infraestruturas críticas até a possibilidade de uma incursão terrestre de pequena escala, utilizando grupos armados não identificados para ocupar território.
Embora a avaliação mais extrema sobre uma incursão terrestre seja considerada de baixa probabilidade, os documentos indicam que essa possibilidade aumenta com o tempo. Anteriormente, as análises da inteligência americana afirmavam que Putin não atacaria um país da Otan enquanto estivesse focado na invasão da Ucrânia. No entanto, essa visão mudou à medida que Moscou enfrenta pressões significativas em sua guerra e uma crescente pressão interna.
O objetivo de Putin, conforme apontado pelas autoridades dos EUA, seria avaliar a capacidade de resposta da Otan em meio ao conflito contínuo com a Ucrânia, visando dividir a aliança. Atualmente, o líder russo não tem respondido às pesquisas de opinião a um mês e meio das eleições legislativas, mantendo uma popularidade estagnada, que sofreu uma queda de cinco pontos em julho devido à crise de combustíveis causada pelos ataques ucranianos a refinarias na Rússia.
Informações da agência Bloomberg revelam que a capacidade de refino da indústria processadora russa retrocedeu aos níveis de 2002, o que indica um impacto significativo da guerra em sua economia. Os relatórios da inteligência destacam que, caso se sinta encurralado, Putin pode adotar uma postura mais agressiva em relação aos seus adversários.




