Na sexta-feira (7), a Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão selaram um pacto de defesa nos moldes da Otan, visando a criação de um sistema de dissuasão coletiva. O acordo estipula que qualquer ataque direcionado a um dos três países será considerado uma agressão contra todos os signatários.
O chamado Acordo Conjunto de Defesa de Meca foi assinado durante uma cúpula em Meca, local sagrado para os muçulmanos, e contou com a presença do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. O documento enfatiza a importância da cooperação em matéria de defesa entre os três países.
A declaração conjunta destaca que o pacto tem como objetivo a proteção mútua e a ampliação da colaboração em diversas áreas, além de fortalecer a segurança coletiva da região. Os três países também estão envolvidos em esforços de mediação para solucionar os conflitos no Irã e em Gaza, um contexto extremamente crítico para a Arábia Saudita.
A Turquia agora se une ao acordo estabelecido em setembro do ano passado, quando o Paquistão, que possui armamento nuclear, firmou um pacto semelhante com a Arábia Saudita. A assinatura do novo acordo acontece em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio, exacerbada pela guerra entre EUA e Irã, que tem impactos significativos nos países do Golfo Pérsico.
A Arábia Saudita, maior produtora de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), enfrenta desafios adicionais com o bloqueio do Estreito de Ormuz, onde antes do conflito circulava quase 20% do petróleo mundial. A situação se complica ainda mais com o bloqueio imposto por rebeldes houthis, que afetou as rotas marítimas sauditas, levando o país a desviar 70% de suas exportações de petróleo pelo Mar Vermelho.
Além disso, a escalada do conflito entre os houthis e a Arábia Saudita está em níveis alarmantes, com recentes ataques insurgentes resultando em feridos em áreas sauditas próximas à fronteira com o Iémen. Esse cenário ressalta a necessidade urgente de uma aliança robusta como a que foi formalizada em Meca, em busca de garantir a segurança e a estabilidade na região.




