A atriz Clodd Dias, famosa por suas atuações em "As Five" e "Manhãs de Setembro", faleceu aos 49 anos. A notícia foi divulgada pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo em suas redes sociais, gerando uma onda de homenagens e lamentos na comunidade artística.
Clodd era reconhecida por seu ativismo em prol da representatividade LGBTQIAPN+ e negra nas artes cênicas brasileiras. O sindicato ressaltou sua importância, afirmando que, como mulher trans negra, ela representava uma parte fundamental na luta por igualdade e pioneirismo no setor. Sua trajetória não se limitava à atuação; Clodd também era poetisa, escritora, narradora e dubladora.
Natural de Itapetininga, no Estado de São Paulo, Clodd formou-se em teatro na Escola Célia Helena e em Teatro Licenciatura pelo Centro Universitário Italo Brasileiro. Ao longo de sua carreira, participou de diversas produções, incluindo "O Clube das Mulheres de Negócios" (2024), "Rodeio Rock" (2023) e "A Melhor Mãe do Mundo" (2025).
Nas redes sociais, a atriz contava com aproximadamente 21 mil seguidores, onde frequentemente compartilhava seus trabalhos e poesias. Sua última postagem foi feita há uma semana, refletindo sua presença ativa no meio digital. Desde criança, Clodd foi incentivada pela avó paterna a se expressar artisticamente, ingressando no grupo de teatro Grupo Théspis aos 14 anos.
O lamento pela sua partida comoveu muitos colegas de profissão. A atriz Mel Lisboa expressou sua tristeza em uma postagem: "Imensa tristeza. Descanse em paz." Outros artistas, como Luis Miranda e Maria Bopp, também manifestaram seu pesar pela perda. O diretor de teatro Ruy Cortez escreveu uma homenagem emocionada, destacando a luta de Clodd por dignidade e as dificuldades enfrentadas pelas artistas negras e trans no Brasil.
As redes sociais foram inundadas por homenagens e lembranças de Clodd Dias, que deixa um legado importante na luta por representatividade e inclusão no cenário artístico do país. Sua contribuição para as artes e sua voz na defesa dos direitos da comunidade LGBTQIAPN+ serão sempre lembradas.




