Paulo Figueiredo, jornalista e empresário, se manifestou após a detenção de Alexandre Ramagem, ocorrida nesta segunda-feira (13). Ele negou qualquer relação entre a prisão e o processo que levou Ramagem a deixar o Brasil, que envolve um suposto golpe de Estado.
Por outro lado, a Polícia Federal (PF) apresentou uma narrativa diferente, afirmando que a detenção resultou da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem, que é considerado foragido da Justiça brasileira, enfrenta, segundo autoridades dos EUA, uma situação migratória irregular.
Figueiredo explicou que a detenção de Ramagem aconteceu após uma abordagem por uma infração leve de trânsito em Orlando, na Flórida. Durante essa abordagem, foi verificado que o passaporte do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estava vencido, o que levou à sua detenção.
Ele também mencionou que Ramagem possui um pedido de asilo político em andamento, o que poderia atrasar uma eventual deportação ou extradição. Para que uma extradição ocorra, os crimes devem ser equivalentes nos dois países, o que foi a base da defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli na Itália, onde argumentam que o crime de invasão de dispositivo informático não existe.
O jornalista esclareceu que a detenção de Ramagem se trata de uma questão imigratória, ressaltando que ele está legalmente nos EUA devido ao pedido de asilo pendente, que está sendo analisado. Figueiredo afirmou que a Immigrex, da qual é sócio, está oferecendo suporte a Ramagem e sua família e que não há risco imediato de deportação.
Ele finalizou afirmando que o governo brasileiro não teve envolvimento na situação, destacando que o caso é um procedimento padrão da imigração dos EUA, sem relação com o pedido de extradição que continua em análise no Departamento de Estado.




