O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu abrir um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por calúnia direcionada ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação é resultado de uma postagem feita por Flávio em 3 de janeiro na rede social X, onde ele associou Lula a diversos crimes.
Na publicação, Flávio afirma que Lula será delatado e menciona o fim do Foro de São Paulo, além de citar tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e eleições fraudulentas. A postagem incluía uma imagem da prisão de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, acompanhada de uma reportagem com Lula.
A abertura do inquérito foi solicitada pela Polícia Federal (PF), com a anuência da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em sua manifestação, a PGR destacou que a publicação foi feita em um ambiente virtual acessível a milhares de pessoas e que atribui falsamente fatos delituosos ao presidente, de forma pública e vexatória.
A Polícia Federal terá um prazo inicial de 60 dias para finalizar as investigações. Além disso, Moraes determinou o levantamento do sigilo do processo, justificando que não há elementos que justifiquem a restrição da publicidade.
Esse inquérito contra Flávio Bolsonaro acontece em um momento crucial de definição das candidaturas à Presidência para as eleições de outubro. O senador foi indicado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se tornou inelegível pela Justiça Eleitoral, para representar a família na disputa presidencial.




