O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que Xi Jinping, líder da China, concordou em não fornecer armamentos ao Irã, que atualmente se encontra em um cessar-fogo de duas semanas com os americanos e Israel. A declaração foi feita em um dia em que o Financial Times revelou que o regime iraniano teria usado um satélite espião chinês para localizar e atacar bases militares dos EUA.
Trump mencionou em sua conta no Truth Social que a China está satisfeita com a abertura permanente do Estreito de Ormuz, afirmando que essa decisão é benéfica para o mundo. Ele acrescentou que Xi Jinping o receberá calorosamente em uma viagem prevista para Pequim nas próximas semanas, destacando um trabalho conjunto eficiente entre os dois países.
Em uma entrevista à Fox Business, Trump já havia comentado sobre a troca de correspondências com Xi, onde o líder chinês assegurou que não enviaria armas ao Irã. Essas informações surgem em meio a relatos de que a China estaria se preparando para apresentar novos sistemas de defesa aérea ao Irã em breve, o que levou Trump a ameaçar tarifas de 50% sobre as importações chinesas.
Recentemente, o Financial Times noticiou que o Irã obteve secretamente um satélite espião chinês no final de 2024, o que ampliou suas capacidades de identificar e atacar bases militares americanas na guerra em curso no Oriente Médio. A análise de imagens do satélite TEE-01B revelou atividades de vigilância em locais estratégicos antes de ataques reivindicados pelo Irã.
Essa aquisição do Irã é considerada um avanço significativo em suas capacidades militares, permitindo uma melhor identificação de aeronaves e veículos, além de alterações na infraestrutura da região. O cenário atual destaca a complexidade das relações entre as potências envolvidas e a influência da tecnologia militar no conflito em andamento.




