A proposta do Milan por André, que alcança 17 milhões de euros (aproximadamente R$ 103 milhões), tem gerado discussões internas no Corinthians. O clube considera a negociação avançada, mas o valor real que entraria nos cofres seria inferior ao montante anunciado. Dos 70% dos direitos econômicos envolvidos na oferta, o Corinthians não possui a totalidade, e a proposta inclui 15 milhões de euros fixos e 2 milhões condicionados a metas específicas.
Além dos percentuais que não pertencem ao clube, há descontos obrigatórios e uma parcela variável que podem reduzir significativamente o valor líquido. Apesar da sinalização de 20% de mais-valia em uma futura venda, o Corinthians precisaria de uma revenda bem-sucedida do Milan para obter um retorno financeiro maior. André, que é titular e tem mostrado potencial, representa um ativo em fase de valorização para o clube.
A decisão de vender agora pode ser vista como uma antecipação de receita em um contexto de pressão financeira, mas isso diminui a margem de ganho futura em caso de evolução esportiva do atleta. A proposta atende à urgência do clube, mas a composição do negócio levanta questionamentos sobre sua real viabilidade.
O técnico Dorival Júnior expressou críticas à postura do Corinthians no mercado, sugerindo que André deveria permanecer no clube para amadurecer e contribuir tecnicamente antes de uma transferência. Após seus comentários, o executivo de futebol Marcelo Paz confirmou a negociação e ressaltou a importância de transparência nas operações do clube.




