O mercado da soja está em alta nas negociações internacionais, impulsionado por expectativas relacionadas à política de biocombustíveis e pela movimentação dos derivados. Os contratos em Chicago avançaram mais de 1%, principalmente devido à valorização do óleo de soja, enquanto o farelo apresentou recuo devido à expectativa de maior esmagamento.
O contrato para maio encerrou com um ganho de 1,45%, e julho também teve alta, sustentada pelo otimismo em relação a possíveis mudanças nas regras de mistura de combustíveis. No Brasil, houve registro de vendas para exportação ao México, que reforçam a demanda pela próxima safra, embora a estimativa de embarques em março tenha sofrido leve redução.
No Rio Grande do Sul, os preços no porto reagiram positivamente, alcançando R$ 130 por saca. Entretanto, o interior enfrenta pressão devido aos altos custos de frete, limitando a liquidez. Produtores adotam uma estratégia de retenção, aguardando melhores condições de comercialização, enquanto a quebra de produtividade afeta a disponibilidade de armazenagem.
Santa Catarina se destaca pela demanda da agroindústria, que sustenta os preços e garante liquidez, mesmo com a pressão externa. No Paraná, a colheita avança, mas a elevação dos preços do diesel encarece o transporte, reduzindo as margens dos produtores. Enquanto isso, em Mato Grosso do Sul, a colheita supera 75%, mas os preços caem na maioria das regiões pressionados pela oferta e pelo cenário internacional.




