Na convenção nacional realizada neste domingo (02), onde sua candidatura à reeleição foi oficializada, o presidente Lula (PT) destacou seu compromisso em promover uma sociedade que valorize e respeite as mulheres. Em um momento impactante de seu discurso, ele afirmou: ‘Quem bate em mulher não vota em mim’. Essa declaração fez parte de uma crítica mais ampla à violência de gênero, na qual Lula ressaltou que não há justificativa para a agressão contra mulheres. Ele lembrou que os homens devem sempre ter em mente suas origens, afirmando: “Quando o homem sentir raiva de uma mulher, ele tem que lembrar de onde ele veio: da barriga de uma mulher.”
Lula também abordou um erro cometido pela organização do evento, que não incluiu nenhuma mulher para discursar. Ao perceber a falha, ele decidiu quebrar o protocolo e convidou a primeira-dama, Janja, a falar. O presidente expressou sua indignação, afirmando: “Não é possível que a gente tenha esquecido de no principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar.”
Ao assumir o microfone, Janja reforçou a importância do papel das mulheres na campanha, mencionando as lutas diárias que enfrentam. Ela disse: “Eu tenho certeza absoluta, presidente, que somos nós, mulheres, que labutamos todo dia, levantamos fazendo a marmita do nosso marido, levando nossos filhos para a escola, trabalhando de sol a sol, pegando transporte coletivo, chegando em casa 10 horas da noite, limpando a casa. Somos nós, mulheres, que vamos eleger você novamente.”
O discurso de Lula não só reafirmou seu compromisso com a causa feminina, mas também mobilizou as mulheres presentes para um engajamento ativo na campanha, destacando a relevância de sua participação no processo eleitoral. A convenção marcou um momento significativo para o PT, que busca fortalecer sua base de apoio em um cenário político desafiador.
As declarações de Lula e a participação de Janja refletem uma estratégia clara de inclusão, especialmente em um contexto onde a violência contra a mulher continua a ser um tema crítico na sociedade brasileira.




