A reportagem do Financial Times menciona que o governo Trump caracterizou o TPI como uma instituição "politizada", que demonstra tendências de "abusos de poder" e desrespeito à soberania nacional dos EUA, além de um "excesso ilegítimo de poder judicial". Contudo, não foram reveladas quais ações específicas poderiam ser adotadas contra a corte. A Casa Branca até o momento não comentou sobre as informações apresentadas.
É importante destacar que tanto os Estados Unidos quanto a China e a Rússia não reconhecem a jurisdição do TPI. As recentes decisões da corte têm gerado descontentamento em Washington e Moscou. Em março de 2023, o TPI emitiu um pedido de prisão contra o presidente russo, Vladimir Putin, devido à deportação ilegal de menores ucranianos para a Rússia, um ato que ocorre desde o início da invasão ao território ucraniano, em fevereiro de 2022.
Desde o ano passado, o governo Trump tem imposto sanções contra procuradores e juízes do TPI. Essas sanções foram motivadas pela investigação da corte sobre a guerra na Faixa de Gaza, que culminou na emissão de mandados de prisão em 2024 contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, sob acusações de crimes de guerra e contra a humanidade.
Na terça-feira (19), o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que a procuradoria do TPI requisitou um mandado de prisão internacional contra ele. Isso ocorreu após o jornal israelense Haaretz noticiar que o pedido se referiria a supostos crimes de guerra e contra a humanidade na Cisjordânia, que está sob ocupação israelense.




