Nesta segunda-feira (3), uma fonte da Fifa desmentiu uma reportagem publicada pelo jornal The New York Post, que indicava que o presidente da federação de futebol mundial, Gianni Infantino, estaria tentando obter apoio do governo de Donald Trump para sua permanência no cargo.
De acordo com a fonte, a informação divulgada pelo New York Post é considerada "errônea". A Fifa afirmou que não há nenhum encontro agendado entre Infantino e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ou com qualquer outro membro do gabinete de Trump.
A reportagem do New York Post havia mencionado que Infantino desejava realizar uma conversa virtual com o secretário sobre o papel do futebol como ferramenta de soft power para os Estados Unidos. Contudo, uma fonte do jornal ressaltou que a intenção de Infantino se resumiria a garantir seu emprego, sem outros objetivos.
O jornal também alegou que Infantino estaria em busca de aliados influentes para se defender publicamente, especialmente após a retirada de uma proposta de criação de uma empresa de US$ 20 bilhões para gerir a Copa do Mundo e outros torneios internacionais. Essa proposta foi abandonada na última sexta-feira (31) após forte resistência.
Entre os investidores potenciais para o projeto estava a holding Thrive Eternal, de Joshua Kushner, que é irmão de Jared Kushner, genro de Trump. O plano gerou reações negativas, levando a Uefa, a confederação europeia de futebol, a declarar que suas federações nacionais não participariam das competições da Fifa, além de críticas por parte da Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e da Confederação Asiática de Futebol (AFC).
O descontentamento foi tão grande que Carlos Cordeiro, assessor próximo a Infantino, acabou renunciando ao cargo em desacordo com a proposta. Embora Infantino tenha desistido da ideia, sua imagem continua a ser prejudicada, com a federação de futebol de Gales retirando seu apoio à reeleição do dirigente. Outras entidades, como a da Inglaterra, também manifestaram intenções semelhantes, com a votação prevista para março.




