A prisão de Neno Razuk foi resultado de uma ação cooperativa entre a Polícia Federal, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o Gaeco e a FELCN (Força Especial Boliviana Contra o Narcotráfico). A PF divulgou um comunicado destacando que a colaboração internacional é essencial no combate à criminalidade transnacional, especialmente em regiões de fronteira. Essa integração entre as autoridades de diferentes países aumenta a eficiência na localização de foragidos e no intercâmbio de informações estratégicas.
O ex-deputado já enfrentava problemas legais relacionados à Operação Successione, na qual foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por envolvimento em organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Apesar da condenação, ele estava em liberdade enquanto aguardava o julgamento de seu recurso. Em maio, Neno Razuk perdeu seu cargo na Assembleia Legislativa após recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, o que resultou na perda das proteções institucionais que ele possuía como deputado estadual, incluindo o foro por prerrogativa de função.
Além da condenação já imposta, o ex-deputado é réu na quarta fase da Operação Successione, que ocorreu em 25 de novembro de 2025. Esta fase da operação investiga crimes como organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar.




