Na última quinta-feira (30), o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom de suas críticas ao chanceler alemão Friedrich Merz, afirmando que ele deveria direcionar seus esforços para "consertar" a Alemanha, que enfrenta uma crise, e para terminar a guerra na Ucrânia. Trump argumentou que Merz deveria se concentrar menos em interferir nas questões do Irã.
Em uma publicação na Truth Social, Trump disse que o chanceler deveria se dedicar mais a resolver a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, onde, segundo ele, Merz tem sido "totalmente ineficaz", e a problemas internos da Alemanha, especialmente em relação à imigração e à energia. O presidente acredita que os esforços dos EUA para desmantelar o programa nuclear do Irã contribuirão para a segurança global, incluindo a da Alemanha.
No dia anterior, Trump havia mencionado a possibilidade de reduzir o número de tropas americanas na Alemanha, uma decisão que poderia ser anunciada em breve, em meio ao aumento das tensões com Merz. Esse conflito teve início quando o chanceler criticou a falta de uma estratégia clara dos EUA para encerrar a guerra no Oriente Médio, além de afirmar que Teerã tem conseguido "humilhar" Washington nas negociações de paz.
Friedrich Merz, que anteriormente apoiou os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, tem adotado uma postura cada vez mais crítica em relação à administração americana, o que gerou atritos entre os dois líderes. Trump, por sua vez, tem frequentemente criticado aliados europeus por não atenderem às solicitações de Washington, que, junto com Israel, iniciou a guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, sem a devida consulta aos parceiros da Otan.
A economia da Alemanha, a maior da Europa, enfrenta uma situação complicada, tendo registrado recessão em dois anos consecutivos, 2023 e 2024. Dados preliminares do Escritório Federal de Estatística (Destatis) indicam um leve crescimento de 0,3% no primeiro trimestre deste ano, mas a incerteza econômica persiste.




