O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez graves acusações contra o governo de Israel, afirmando que o país sequestrou ativistas, entre eles brasileiros e três colombianos, que estavam a caminho da Faixa de Gaza. Em uma publicação em sua conta no X, Petro descreveu o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como um "regime genocida" e destacou que o sequestro ocorreu em águas internacionais.
Petro identificou os ativistas que foram detidos como Andrés Leonardo Castelblanco Jaime, que estava na embarcação Batolo; Daniela Lisette Castillo Mogollón, a bordo da Eros; e Estefanía Gutiérrez Castañeda, na embarcação Al Bassa. O presidente colombiano enfatizou que a apreensão das embarcações e a detenção dos ativistas foram ilegais, ressaltando a natureza internacional da ação.
Em resposta às acusações, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que cerca de 175 ativistas da Flotilha Global Sumud foram detidos no dia anterior. Esses indivíduos foram interceptados em águas internacionais próximas à costa grega, a aproximadamente 1.200 quilômetros da Faixa de Gaza, e posteriormente transferidos para Israel.
O governo israelense justificou a interceptação, alegando que a flotilha tinha a intenção de sabotar a transição para a segunda fase do plano de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, voltado para o enclave palestino. Essa alegação foi feita em meio a um contexto de grande tensão na região.
No ano anterior, Gustavo Petro havia recebido e condecorado duas colombianas que participaram de uma missão destinada a romper o bloqueio a Gaza. A relação entre Colômbia e Israel se deteriorou a tal ponto que, em 2024, o país sul-americano decidiu romper laços diplomáticos com Israel em protesto à guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.




