O presidente dos EUA, Donald Trump, comunicou na tarde de segunda-feira (18) que decidiu suspender um ataque iminente contra o Irã, que estava programado para ocorrer na terça-feira (19). A decisão foi tomada após apelos de líderes árabes que afirmaram estar em negociações sérias para um acordo envolvendo as capacidades nucleares do regime iraniano.
Em uma postagem na plataforma Truth Social, Trump destacou que os EUA estão prontos para realizar um "ataque em grande escala" a qualquer momento, caso não se alcance um entendimento satisfatório. Ele revelou que a nova ofensiva estava prevista para começar no dia seguinte, mas os líderes árabes, entre eles o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, solicitaram o adiamento.
"Com base no meu respeito pelos líderes mencionados, instruí o secretário de Guerra Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, General Daniel Caine, e as Forças Armadas dos EUA a NÃO realizarem o ataque planejado contra o Irã amanhã", declarou Trump em sua mensagem.
As negociações entre Washington e Teerã para encerrar a guerra, que teve início em 28 de fevereiro, estão estagnadas há várias semanas. Durante esse período, o bloqueio do Estreito de Ormuz tem gerado preocupações sobre sérias repercussões econômicas globais.
O regime iraniano tem rejeitado as condições impostas pelo governo Trump para interromper o enriquecimento de urânio. Nesta segunda-feira, o governo iraniano anunciou que havia apresentado uma contraproposta através de mediadores paquistaneses. Em entrevista ao New York Post, Trump afirmou que não fará concessões a Teerã após receber um novo documento relacionado ao conflito.




