Um terremoto de magnitude 5,1 abalou a região de Junín, no Peru, na noite do último sábado, resultando na morte de pelo menos cinco pessoas e deixando mais de vinte feridas. O epicentro do tremor foi identificado no distrito de Chongos Bajo, na província de Chupaca, aproximadamente 310 quilômetros a leste de Lima, conforme informações do Instituto Nacional de Defesa Civil (INDECI).
Os bispos do país manifestaram suas condolências e solidariedade às famílias afetadas, oferecendo orações para o descanso eterno dos falecidos. Dom Carlos García Camader, presidente da Conferência Episcopal Peruana, destacou a importância de apoiar aqueles que perderam suas casas e os que atuam nas operações de resgate e socorro. "Compartilhamos a dor das famílias que choram seus entes queridos e pedimos ao Senhor que conceda a todos força, consolo e esperança", declarou.
As equipes de resgate, compostas por policiais, bombeiros e militares, estão em ação na região, com foco na avaliação dos danos, particularmente em Pumpunya, onde cerca de 50 residências foram afetadas. Hernando Tavera, presidente do Instituto Geofísico do Peru (IGP), ressaltou que a fragilidade das construções contribuiu para a severidade dos danos, uma vez que muitas delas foram feitas com materiais inadequados.
"Quando as estruturas são construídas de acordo com normas e engenharia adequada, elas produzem resultados melhores do que aquelas feitas com materiais locais", explicou Tavera em entrevista à Rádio Programas del Perú (RPP).
Além das perdas humanas e materiais, o terremoto causou a queda da Cruz de Cani, um monumento histórico erguido em 1534, que estava localizado na praça principal de Chongos Bajo. A cruz, considerada um dos patrimônios religiosos mais antigos da região, foi esculpida em calcário e apresentava relevos de Cristo crucificado e da Virgem Maria. Em 1990, foi declarada patrimônio cultural nacional, junto com a igreja principal de Chongos Bajo e a Capela El Copón.
As autoridades continuam a monitorar a situação e a coordenar a assistência à população afetada. O Gabinete do Primeiro-Ministro está supervisionando as ações de resposta ao desastre e mobilizando recursos para ajudar os atingidos.




