A Casa Branca responsabilizou, nesta quinta-feira (30), as "políticas globalistas de extrema esquerda" do governo da Espanha pela recente crise migratória na cidade de Ceuta. Milhares de imigrantes, provenientes do Marrocos, cruzaram irregularmente o quebra-mar que delimita a fronteira, buscando acesso ao enclave espanhol situado no norte da África.
Ana Kelly, vice-porta-voz da Casa Branca, afirmou que o presidente Donald Trump tem alertado a Europa sobre as consequências de manter políticas que facilitam a migração em massa. "A Espanha e outros países que adotaram essa filosofia destrutiva deveriam retificar imediatamente ou correm o risco de seu próprio desaparecimento", disse Kelly.
Imagens que circularam globalmente nesta quinta mostraram milhares de imigrantes rompendo cercas em Ceuta para entrar no território espanhol, o que provocou reações em diversos países europeus. O governo da Itália e Geert Wilders, líder do partido holandês de direita nacionalista PVV, levantaram a possibilidade de que a Espanha deixe o Espaço Schengen, a área de livre circulação que inclui 29 países europeus.
De acordo com informações da Reuters, a situação na fronteira entre Espanha e Marrocos foi intensificada com o reforço da cerca, e parece ter se normalizado nesta sexta-feira (31). Isso ocorreu após a chegada de cerca de 49 mil pessoas por mar e terra em um único dia, além da localização de ao menos 19 corpos na água, o que evidencia a gravidade da crise.
A resposta internacional à crise migratória em Ceuta continua a se desdobrar, com a Casa Branca e outros líderes europeus discutindo soluções para a questão da imigração, que se intensifica em várias regiões do continente.




