A Suzano, que possui uma capacidade de produção de aproximadamente 5,8 milhões de toneladas de celulose anualmente em Mato Grosso do Sul, enfrentou uma queda acentuada em seu lucro entre os dois primeiros trimestres de 2026. O resultado líquido da companhia caiu de cerca de R$ 4,3 bilhões para R$ 1,81 bilhão, o que representa uma diminuição de cerca de 58%. Comparado ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro alcançou R$ 5,012 bilhões, a queda foi ainda mais significativa, totalizando 64%.
A produção em Mato Grosso do Sul, que é impulsionada pelas operações em Três Lagoas e Rio Pardo, cresceu e já representa cerca de 38,5% da capacidade total da Suzano no Brasil, que é de 15 milhões de toneladas anuais. O desempenho mais fraco no trimestre foi atribuído à redução no Ebitda ajustado e na geração de caixa operacional, em um ambiente de preços menos favoráveis e diminuição da receita em relação ao ano anterior. A receita líquida do trimestre foi de R$ 11,59 bilhões, uma queda de 13% em comparação aos R$ 13,296 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
O Ebitda ajustado da Suzano foi de R$ 4,705 bilhões, o que representa um recuo de 23% na comparação anual, embora tenha mostrado crescimento em relação ao trimestre anterior. Isso resultou em uma redução da margem Ebitda ajustada, que passou de 46% para 41%, uma diminuição de cinco pontos percentuais.
A companhia ressaltou que o desempenho do trimestre reflete a competitividade e resiliência de suas operações em um cenário desafiador, marcado por pressões cambiais e aumento nos custos de insumos, especialmente devido à alta do preço do petróleo, que impacta todo o setor. Durante o trimestre, as vendas da Suzano totalizaram 3,3 milhões de toneladas, sendo 2,9 milhões de toneladas de celulose e 406 mil toneladas de papéis, que atendem a segmentos como embalagens, gráficos, especiais e sanitários.
Apesar das pressões sobre os custos, a Suzano informou que o custo caixa de produção de celulose, excluindo paradas, ficou em R$ 843 por tonelada, praticamente estável em relação ao segundo trimestre de 2025. O presidente da Suzano, Beto Abreu, afirmou que a empresa entregou um segundo trimestre sólido, mesmo em um mercado volátil, e destacou o compromisso com a eficiência operacional e a redução do endividamento, visando reforçar a resiliência e competitividade da companhia, ao mesmo tempo que busca gerar valor sustentável para os stakeholders.




