O subtenente da Polícia Militar, Charles Cano da Mota, faleceu uma semana após ter atirado na esposa e contra si mesmo. O incidente ocorreu no dia 13 de abril, na residência do casal, localizada no Bairro Jardim Colúmbia, em Campo Grande. A esposa, de 47 anos, conseguiu fugir e sobreviveu ao ataque. Os órgãos do policial foram doados, com os rins e as córneas permanecendo na Santa Casa e o fígado sendo levado ao Hospital do Pênfigo, ambos em Campo Grande.
A autorização para a doação dos órgãos foi concedida na segunda-feira, dia 20, após a confirmação da morte cerebral de Charles. O sepultamento do subtenente está agendado para hoje, mas a família, ainda profundamente abalada, optou por não prestar declarações à imprensa. O velório acontece no Cemitério Memorial Park, na Vila Ipiranga, onde, por volta das 8h30, cerca de 25 pessoas estavam presentes.
Após o crime, Charles foi atendido e internado em estado gravíssimo, permanecendo em coma induzido e com ventilação mecânica. Nos dias seguintes, seus familiares acompanharam a criticidade do quadro clínico, que se manteve alarmante desde o atendimento inicial. A situação da mulher que escapou do ataque teve grande repercussão, especialmente após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostraram sua fuga ferida pela rua em busca de socorro.
A mulher foi atingida por dois tiros, um no quadril e outro na coxa, mas conseguiu escapar antes que o desfecho do crime fosse ainda mais trágico. Ela recebeu atendimento médico e, felizmente, sobreviveu, permanecendo consciente durante o processo. Testemunhas relataram ter ouvido uma discussão entre o casal momentos antes dos disparos, e a casa estava em desordem, o que sugere uma briga antes da tentativa de feminicídio.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para atender à ocorrência. Durante o atendimento, Charles entrou em parada cardiorrespiratória, sendo reanimado e levado ao hospital. O caso continua sob investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com o inquérito sendo ajustado para incluir os apontamentos legais necessários após a morte do autor do crime.




