O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, revelou nesta quinta-feira (13) que o país está se preparando para uma nova fase de operações militares voltadas ao combate a organizações criminosas na América Latina. Durante uma coletiva de imprensa realizada no Panamá, Hegseth destacou que as ações visam atacar cartéis do narcotráfico e outros grupos que o governo americano classifica como terroristas.
Hegseth afirmou que os EUA pretendem aplicar no continente a mesma capacidade operacional que já foi utilizada em operações contra embarcações ligadas ao tráfico de drogas no Pacífico e no Caribe. O secretário mencionou que Washington está colaborando com países como Equador e Colômbia para levar essa luta também para operações em terra.
"Qualquer um que trafique drogas, ameace o povo americano ou nossos parceiros é um alvo, assim como o ISIS (Estado Islâmico) ou a Al-Qaeda", declarou Hegseth durante a coletiva. Ele enfatizou que o Departamento de Guerra utilizará técnicas e capacidades desenvolvidas pelas Forças Armadas americanas ao longo de 25 anos de operações contra organizações terroristas no Oriente Médio e em outras regiões do mundo.
O objetivo declarado é combater toda a cadeia do narcotráfico, que abrange desde as organizações responsáveis pela produção e transporte de cocaína na América do Sul até as redes ligadas ao fentanil e aos cartéis que atuam no México. Hegseth confirmou que os comandos militares encarregados das operações nas Américas, especificamente o Comando Sul (Southcom) e o Comando Norte (Northcom), estão sendo preparados para uma ação coordenada contra essas redes.
"Estamos prontos para nos aproximar e destruir essas redes com todas as capacidades do governo americano", afirmou Hegseth. Essa nova fase da estratégia americana conta com a colaboração de governos aliados na América Latina, o que se reflete na intenção de intensificar ações militares e de inteligência na região.
Antes mesmo da formação da atual coalizão regional, os Estados Unidos participaram em março de uma operação conjunta com o Equador contra membros dos "Comandos de la Frontera", uma dissidência das FARC envolvida com o narcotráfico. Na ocasião, um acampamento atribuído ao grupo na região amazônica foi alvo de um bombardeio de precisão, realizado com suporte de inteligência e coordenação entre as forças militares dos dois países.




