A implementação da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes em formato digital começou nesta semana, trazendo mudanças significativas para os meios de hospedagem Em Mato Grosso do Sul. Essa inovação é fruto de uma parceria entre o Ministério do Turismo e o Serpro, a Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital e Tecnologia da Informação. A nova ferramenta substitui o tradicional preenchimento em papel durante o check-in, permitindo que os hóspedes forneçam suas informações antecipadamente pela plataforma Gov.br. Na chegada ao local, a validação dos dados pode ser realizada por meio de QR Code, link ou por dispositivos disponibilizados pelos próprios estabelecimentos.
Os números já revelam a adesão à nova plataforma na região. Bonito lidera com 68 meios de hospedagem cadastrados, seguido por Campo Grande com 38 e Corumbá com 31. Outras cidades, como Dourados, Aquidauana e Maracaju, apresentam 14 registros cada. Municípios como Ponta Porã e Naviraí têm 9 e 8 estabelecimentos cadastrados, respectivamente, enquanto Paranaíba, Água Clara e Amambaí registram apenas um local cada. Esses dados indicam que a nova ferramenta está sendo mais adotada em destinos turísticos consolidados e em centros urbanos.
No setor de alimentação, Campo Grande também se destaca, com 78 estabelecimentos cadastrados, incluindo restaurantes, bares e cafeterias. Bonito e Corumbá têm 26 e 21 registros, respectivamente, enquanto Três Lagoas e Aparecida do Taboado somam 14 e 13 estabelecimentos. A obrigatoriedade do uso da ficha digital está vinculada ao cadastro no Cadastur, que reúne prestadores de Serviços Turísticos em todo o país. Estabelecimentos que não estiverem com a situação regularizada não poderão operar sob as novas exigências.
Conforme o Ministério do Turismo, a utilização da ficha digital foi instituída pela Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024, e está alinhada com as diretrizes da LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados. O objetivo é padronizar o envio de informações e reduzir a utilização de formulários físicos. Embora os empreendimentos que ainda não se adequaram possam regularizar sua situação, eles estão sujeitos a fiscalização e, em caso de descumprimento, podem enfrentar sanções administrativas, como advertências e multas, conforme a legislação em vigor.
No total, o Brasil conta com mais de 19 mil meios de hospedagem registrados no Cadastur. A implementação do sistema digital ocorrerá de forma gradual até 2025, mas a obrigatoriedade já se estende a todo o território nacional a partir de agora.




