A missa em homenagem a Santo Antônio, padroeiro de Campo Grande, ocorreu em um sábado chuvoso, no dia 13, e atraiu um grande público. Durante a celebração, o padre Wagner Divino ressaltou que, embora a fama do santo como casamenteiro seja inigualável há 800 anos, o seu verdadeiro legado reside na caridade. Nascido em Lisboa, Portugal, com o nome de Fernando de Bulhões, Santo Antônio faleceu em 13 de junho de 1231, nas proximidades de Pádua, na Itália. O padre explicou que, historicamente, ele ajudava financeiramente jovens que desejavam se casar, em uma época em que era necessário um dote para o matrimônio.
O padre Wagner Divino destacou a rapidez com que Santo Antônio foi canonizado, ocorrendo menos de um ano após sua morte. Ele enfatizou que o amor verdadeiro vai além de oferecer coisas materiais, ressaltando a importância da entrega e do sacrifício. A celebração na Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio, situada na Travessa Lydia Baís, também reviveu a tradição de distribuir pães, simbolizando a partilha e a providência divina.
A distribuição de pães remete a relatos de milagres atribuídos ao santo, como o de uma mãe que, após perder seu filho afogado, pediu a intercessão de Santo Antônio e teve o menino trazido de volta à vida. Durante a missa, orações foram dedicadas à cidade, pedindo amor, comunhão e o fim da violência.
Santo Antônio é também uma figura importante para José Antônio Pereira, fundador da Vila Santo Antônio em Campo Grande. A administradora Tayla Baiteiro Santos Comé, de 42 anos, expressou sua honra em ter Santo Antônio como padroeiro da cidade, destacando sua generosidade. Fabrícia Oliveira Roland, de 36 anos, mencionou que o simbolismo do pão está relacionado à proteção e à fartura, e compartilhou que se tornou devota do santo em 2021, participando ativamente da comunidade e das missas.
Por sua vez, a policial civil Manoela Vitória de Barros, de 27 anos, contou que aprendeu mais sobre Santo Antônio durante uma viagem a Portugal, onde conheceu o local de seu nascimento. Ela destacou a importância de descobrir a conexão do santo com Campo Grande, ressaltando que, apesar da fama de casamenteiro, ele é reconhecido como um grande pregador e orador, além de ter carregado o Menino Jesus.




