O ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarou sua intenção de romper de forma total com o Partido Novo, motivado pelas críticas do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência pelo PL e irmão de Eduardo. A afirmação foi feita em uma postagem no X, neste sábado (13), quando um internauta compartilhou um trecho de uma entrevista em que Zema reiterava suas críticas a Flávio devido ao contato deste com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Zema afirmou: "Para mim quem anda com bandido merece ser visto com cautela".
Em resposta, Eduardo Bolsonaro defendeu seu irmão e questionou a posição de Zema, lembrando que em 2024, poucos conheciam Daniel Vorcaro. Ele indagou sobre qual contrapartida Flávio poderia oferecer no contexto atual, além de ser alvo de perseguições. Eduardo ainda acusou Zema de criticar Flávio por desejar ocupar o lugar dele na disputa e concluiu: "Por mim rompia geral com o Partido Novo".
Apesar das declarações de Eduardo, Flávio manteve relação com Daniel Vorcaro até 2025, período em que ambos já estavam sob investigação. O senador se encontrou com o banqueiro após sua primeira prisão no final do ano passado. Flávio justificou que o contato se limitou a um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e negou a existência de irregularidades ou contrapartidas ilegais.
Zema já foi cogitado como um potencial vice na chapa de Flávio Bolsonaro, uma possibilidade que gera descontentamento entre alguns membros da família Bolsonaro. Em um novo post no X, Eduardo voltou a criticar Zema e expressou sua preferência por Júlia Zanatta, deputada federal pelo PL de Santa Catarina, como vice de Flávio. Ele argumentou que não gostaria de ver um vice como Zema, insinuando que isso poderia abrir caminho para tentativas de impeachment.
Eduardo afirmou: "Quero ver Flávio Bolsonaro presidente, alguém querer fazer o impeachment dele para entrar a Júlia Zanatta. Agora, bota um vice igual ao Zema, que você tanto ama, para ver como será…". Essa troca de declarações entre os membros da família Bolsonaro e Zema evidencia as tensões internas e o cenário político em preparação para as eleições de 2024.




