O governo da Rússia anunciou, nesta quarta-feira (8), a suspensão das exportações de diesel. A decisão ocorre em um cenário de desabastecimento interno provocado pelos ataques da Ucrânia a refinarias de petróleo russas. Durante uma reunião televisionada, o vice-primeiro-ministro Alexander Novak destacou que a proibição visa aumentar a oferta de diesel no mercado interno, em resposta à preocupação da população com a situação nos postos de abastecimento.
A restrição às exportações de diesel terá validade até 31 de julho, exceto para os fornecimentos oriundos de acordos já estabelecidos, como o que existe com a Mongólia. A gravidade da situação levou Novak a anunciar que a Rússia começará a importar combustíveis ainda neste mês.
Desde o início do conflito na Ucrânia, em fevereiro de 2022, o Brasil ampliou suas compras de diesel russo, atraído pelos preços competitivos que surgiram após a imposição de sanções a Moscou. No entanto, dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam uma queda de 65% nas importações brasileiras de diesel russo em junho, em comparação a maio.
O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, afirmou que a diminuição na disponibilidade de diesel russo é atribuída ao fechamento de algumas refinarias, seja por manutenção ou devido a ataques de drones da Ucrânia. Como resultado, os preços do diesel aumentaram, levando o Brasil a buscar alternativas, especialmente nos Estados Unidos.
As importações de diesel dos EUA aumentaram em 74% em junho, conforme a Abicom. Além disso, a Índia também se apresenta como uma fonte alternativa para o suprimento do combustível, refletindo a adaptação do Brasil diante das mudanças no mercado internacional.




