O cardeal Júlio Duarte Langa, arcebispo emérito da Diocese de Xai-Xai e o segundo cardeal nativo de Moçambique, faleceu na segunda-feira, 3 de agosto, aos 98 anos. A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) anunciou sua morte, ocorrida no Hospital Central de Maputo, em um comunicado oficial.
No comunicado, os membros da CEM destacaram a importância do cardeal Langa para a Igreja Católica em Moçambique, especialmente em sua atuação na Diocese de Xai-Xai, onde dedicou sua vida ao serviço pastoral. Eles solicitaram que a comunidade católica se una em oração pelo descanso eterno de sua alma, agradecendo a Deus pela sua trajetória de vida e ministério.
Júlio Duarte Langa nasceu em outubro de 1927, em Mangunze, na província de Gaza. Sua ordenação como sacerdote ocorreu em junho de 1957. Em 1976, ele foi nomeado pelo papa Paulo VI como o primeiro bispo da nova Diocese de Xai-Xai, onde atuou por mais de 20 anos em um contexto marcado por guerra e dificuldades sociais. Durante seu tempo como bispo, Langa trabalhou para promover a vida pastoral, prestando atenção especial às comunidades impactadas por conflitos, epidemias e desastres naturais.
Além de suas funções pastorais, Langa era reconhecido pelo seu domínio das línguas locais e contribuiu significativamente para a tradução dos textos do Concílio Vaticano II, facilitando sua compreensão nas principais línguas faladas em Moçambique. Após sua aposentadoria em julho de 2004, ele continuou a ser uma figura central na diocese, mantendo sua presença pastoral e sendo respeitado por sua simplicidade e fidelidade ao Evangelho.
Em fevereiro de 2015, o papa Francisco o elevou ao Colégio de Cardeais, um marco histórico para Moçambique, tornando Langa o segundo cardeal do país. Com sua morte, o Colégio de Cardeais agora conta com 240 membros, entre os quais 116 são eleitores e 124 não eleitores.
A Conferência Episcopal de Moçambique informou que detalhes sobre os ritos fúnebres e celebrações em homenagem ao cardeal Langa serão divulgados em breve pela CEM.




