O candidato ao Palácio do Planalto, Romeu Zema, do Partido Novo, afirmou nesta segunda-feira (27) que a direita não está fragmentada e que haverá união entre os integrantes desse grupo político em um eventual segundo turno das eleições. Zema expressou seu desejo de avançar para essa etapa da disputa, mas também destacou que, caso outro candidato o faça, não apoiará a esquerda.
Durante uma entrevista, Zema comparou o cenário atual a uma situação no Chile, onde acredita que a direita se unirá nas próximas eleições. Ele afirmou: "A direita não está fragmentada. A direita, da mesma forma que ocorreu no Chile alguns meses atrás, estará toda unida no segundo turno. Eu quero ir para o segundo turno, mas, se outro candidato for, eu nunca vou estar apoiando a esquerda, e tenho certeza que eles a mesma coisa".
Nesta manhã, o Partido Novo confirmou oficialmente Zema como seu candidato ao Planalto, após uma convenção partidária online que o homologou por unanimidade. Entretanto, o nome do candidato a vice-presidente ainda não foi definido.
Sobre as pesquisas eleitorais, Zema reconheceu sua importância, mas minimizou os resultados atuais das intenções de voto. Ele ressaltou que a decisão do eleitor muitas vezes é tomada na véspera da eleição, mencionando que o primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro. "Eleição, sempre falo, é igual cardápio de restaurante, você escolhe na hora que chega o momento. O brasileiro vai agir assim, hoje ele não está nem sabendo quem são os candidatos", declarou.
A declaração de Zema vem em um momento crucial para as definições políticas e eleitorais no país, onde a busca por alianças e apoios será fundamental para o desenrolar das campanhas.




