Rafael López Aliaga, candidato de direita no Peru, anunciou que irá recorrer à Justiça para anular o resultado da recente eleição presidencial. Ele ficou de fora do segundo turno por uma diferença de apenas 21 mil votos, que colocou a conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez na votação final, agendada para o dia 7 de junho.
Em suas declarações, López Aliaga afirmou que o resultado foi marcado por um "golpe de Estado" e por "fraude eleitoral". O candidato criticou a atuação do Onpe (Escritório Nacional de Processos Eleitorais) e do JNE (Jurado Nacional de Eleições), alegando que eles impuseram candidatos contra a vontade do povo. Ele anunciou que tomará medidas legais, alegando que não aceitará resultados que considera fruto de corrupção e fraude.
Os dados do Onpe indicam que Fujimori e Sánchez foram os candidatos mais votados no primeiro turno, realizado nos dias 12 e 13 de abril. No entanto, o anúncio dos resultados oficiais foi tardio, devido a problemas que culminaram na renúncia e prisão de membros do Onpe, além de uma ordem do JNE para a auditoria dos sistemas digitais utilizados nas eleições.
López Aliaga, de 65 anos, é um empresário formado em engenharia e administração de empresas, com atividades nos setores hoteleiro e ferroviário, incluindo a concessão da linha que transporta turistas até Machu Picchu, um dos principais pontos turísticos do país. Ele já foi vereador em Lima de 2007 a 2010 e foi eleito prefeito da capital em 2022, mas deixou o cargo em 2025 para concorrer novamente à presidência. Nas eleições de 2021, obteve 11,75% dos votos, enquanto este ano alcançou 11,9%.
O candidato é um crítico da chamada "esquerda caviar" e foi comparado ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devido ao seu estilo confrontador e suas propostas consideradas extremas. Entre elas, destaca-se a saída do Peru da Corte Interamericana de Direitos Humanos e a implementação de penas severas, como pena de morte e prisão perpétua para crimes graves, além da construção de presídios em áreas remotas para detentos de alta periculosidade.
Recentemente, López Aliaga fez um apelo para que uma perícia internacional seja realizada nos Processos Eleitorais no Peru, argumentando que a auditoria anunciada pelo JNE não seria suficiente para garantir a transparência necessária. Ele afirmou que a situação não é um acaso e, em entrevista à CNN em Espanhol, mencionou que as evidências de irregularidades são claras.




