Os preços futuros do açúcar na Bolsa de Nova York apresentaram um aumento de 5,6% nesta sexta-feira (07), fechando a cotação do vencimento para entrega em outubro em 16,45 centavos de dólar por libra-peso. Essa alta reflete as preocupações com a queda na produção global de açúcar, especialmente na União Europeia e no Reino Unido, onde a produção deve cair para 14,98 milhões de toneladas neste ano, em decorrência da seca e do clima quente, o que pode resultar na menor produção desde 2015.
A consultoria StoneX destacou que a produção brasileira de açúcar está projetada para alcançar 38,8 milhões de m³ ao final da safra. A analista Leticia Correa enfatizou que a desaceleração observada em junho não indica uma reversão da tendência atual, e que o mix de produção deve continuar focado em etanol. Contudo, a expectativa é de que, nas próximas quinzenas, o foco se desloque mais para a produção de açúcar devido à recuperação dos preços.
Na mesma sessão, o mercado de café arábica também apresentou uma recuperação, com o contrato para entrega em dezembro registrando um aumento significativo, apesar de uma queda de 3,20% no fechamento, cotado a US$ 3,15 por libra-peso. A análise do Barchart aponta que a queda do índice do dólar a níveis mínimos em sete semanas tem influenciado positivamente os preços do café, que estão subindo e alcançando a maior cotação em uma semana, com a oferta de café Arábica diminuindo e os estoques monitorados pelo ICE atingindo a menor cotação em dois anos e meio.
No mercado de cacau, a sessão foi praticamente estável, enquanto o contrato para entrega em setembro apresentou desvalorização de 5,85%, fechando a US$ 1,42 por libra-peso. O Departamento de Agricultura destacou que o progresso na formação de cápsulas e o fechamento dos botões florais estão dentro da média esperada, com previsões de chuvas esparsas nas áreas produtoras de algodão.
O clima na Flórida tem sido seco, o que pode impactar a produção, e há relatos de algumas chuvas isoladas no Brasil. A previsão para a próxima safra indica um tempo seco, mas típico para a estação, com expectativa de que as condições climáticas se mantenham favoráveis no México, enquanto o Brasil ainda enfrenta períodos de seca. Assim, o mercado continua atento às oscilações que podem afetar tanto a produção quanto os preços dos produtos agrícolas.




