O jornalista Paulo Figueiredo, em seu podcast "Paulo Figueredo Show", realizado na última quinta-feira (25), teceu críticas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmando que as mulheres "votam mal". O episódio, que durou quase 30 minutos, abordou um desentendimento entre Michelle e Flávio Bolsonaro, enteado de Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, em relação a um acordo envolvendo o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes, do PSDB.
Figueiredo, que se encontra nos Estados Unidos, questionou a postura de Michelle dentro do PL Mulher e criticou a transformação de discussões políticas em debates identitários, sugerindo que isso se alinha a uma ideologia marxista. Ele afirmou que o feminismo, segundo sua visão, é um movimento que se afasta dos princípios da direita ao defender cotas identitárias.
Embora tenha reconhecido não conhecer Michelle a fundo, o jornalista apontou que ela teria a obrigação moral e institucional de apoiar Flávio, considerando sua ligação familiar e o contexto da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Figueiredo elogiou a imagem pública de Michelle, caracterizando-a como uma mulher recatada e religiosa, mas ressaltou que suas intervenções podem deteriorar essa imagem.
Além disso, o jornalista discutiu a influência do voto feminino nas eleições, citando uma pesquisa que indicava que, se apenas os votos de mulheres fossem considerados, apenas candidatos do partido democrata teriam chances de vencer as eleições presidenciais nos Estados Unidos, exceto Ronald Reagan.
Figueiredo também fez uma análise de como as mulheres, especialmente as solteiras, costumam votar, sugerindo que elas tendem a fazer escolhas menos acertadas nas urnas. Ele, por sua vez, tem atuado como porta-voz da família Bolsonaro em várias ocasiões na Casa Branca, junto ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Em suas atividades, Figueiredo e Eduardo já pressionaram pela aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, o que resultou em uma denúncia da Procuradoria-Geral da República devido à atuação deles como intermediadores nos Estados Unidos para a imposição de sanções.




