A contagem dos votos do segundo turno da eleição presidencial do Peru foi finalizada nesta segunda-feira (29), quase um mês após a realização do primeiro turno. A candidata de direita Keiko Fujimori foi confirmada como vencedora, superando o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma diferença de 49.641 votos.
Com a apuração do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) concluída em 100%, Fujimori recebeu 50,135% dos votos válidos, totalizando 9.223.396 votos. Por sua vez, Sánchez obteve 49,865%, com 9.173.755 votos. Este pleito marcou a terceira vez consecutiva em que a eleição presidencial no Peru foi decidida por uma margem inferior a 50 mil votos.
A Junta Nacional Eleitoral (JNE) deverá oficializar os resultados na próxima sexta-feira (3), em um evento onde Fujimori será declarada presidente eleita. As credenciais da nova presidente serão entregues em 15 de julho, e sua posse ocorrerá em 28 de julho, coincidentemente no Dia Nacional do Peru, em uma cerimônia no Parlamento.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, conquistou a presidência em sua quarta tentativa, após ter sido derrotada nas três eleições anteriores por Ollanta Humala (2011), Pedro Pablo Kuczynski (2016) e Pedro Castillo (2021). A vitória se deu em um cenário de polarização política e desafios significativos.
Roberto Sánchez, que representou o ex-presidente Castillo, atualmente preso, anunciou que não reconhecerá a vitória de Fujimori. Ele alega, sem apresentar provas, que houve fraude na votação realizada no exterior, embora suas tentativas de anular esses votos tenham sido infrutíferas, visto que ele foi o candidato mais votado em território nacional.
Fujimori triunfou em uma das eleições presidenciais mais desafiadoras da história do Peru, que contou com 35 candidatos. No primeiro turno, ela recebeu apenas 17,19% dos votos, enquanto Sánchez ficou com 12,03%. Essa fragmentação do eleitorado reflete a complexidade do cenário político atual do país.




