Nesta sexta-feira, 24 de novembro, o ouro fechou a sessão em leve alta, refletindo a incerteza em torno das negociações por um cessar-fogo permanente no Oriente Médio. Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York, o contrato de ouro para entrega em junho teve um acréscimo de 0,35%, alcançando US$ 4.740,9 por onça-troy, embora tenha sofrido uma queda de 2,84% ao longo da semana.
A cotação do metal dourado chegou a recuar durante a manhã, apresentando valores levemente abaixo de US$ 4.700, em meio a relatos de que o Irã teria instalado minas no Estreito de Ormuz. Além disso, as ameaças renovadas por parte dos Estados Unidos contribuíram para um clima de fragilidade em relação à trégua vigente. Contudo, o ouro conseguiu se recuperar e voltou a registrar alta.
De acordo com a análise do Swissquote, as tensões na região permanecem “elevadas” e o cessar-fogo é considerado “fragilizado”. Apesar disso, a Casa Branca anunciou, no início da tarde, que Steve Witkoff e Jared Kushner viajarão ao Paquistão para negociações com o Irã, destacando que a abordagem dos EUA em relação ao país persa passou a ser de natureza diplomática.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ainda a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. No entanto, as preocupações relacionadas à inflação continuam a limitar a valorização do ouro, à medida que os bancos centrais estão avaliando o impacto dos preços de energia e ajustando suas políticas monetárias.
O banco ING ressaltou que muitos bancos centrais devem responder a esse choque inflacionário, levando em consideração o prolongamento do conflito e suas consequências sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Além disso, o mercado também observou o desfecho das investigações contra o atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que eram um entrave para a nomeação de Kevin Warsh como seu sucessor.
Por fim, conforme o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, o governo prevê que o salário mínimo será de R$ 1.717.




