Neste domingo (26), a Casa Branca divulgou que o indivíduo que tentou assassinar autoridades durante um jantar de correspondentes, incluindo o presidente Donald Trump, compartilhou um manifesto com familiares antes de sua ação. No documento, que possui 1.052 palavras, o autor se autodenomina um "Assassino Federal Amigável" e manifesta a intenção de matar membros do governo americano, com foco em altos funcionários da administração Trump, exceto o diretor do FBI, Kash Patel.
O manifesto foi entregue às autoridades por um irmão do acusado, que enfrenta crimes federais. O material foi analisado pelo The New York Post, que destacou que o atirador não se considera um "oprimido" e rejeita a ideia de "dar a outra face", conceito frequentemente associado ao cristianismo. Em suas palavras, ele afirma: "Não sou uma criança que foi explodida, nem uma criança que passou fome, nem um adolescente abusado pelos muitos criminosos desta administração".
Investigadores envolvidos no caso tiveram acesso a diversas versões do manifesto, todas com ideologia crítica ao governo de Donald Trump e ameaças direcionadas a figuras proeminentes da administração. Um trecho do documento, embora não mencione diretamente o presidente, sugere uma referência a ele, ao afirmar que o autor usaria "chumbo grosso em vez de balas" para minimizar as baixas, caso fosse necessário atingir seus alvos.
O atirador, que se deslocou de Los Angeles para realizar o ataque, expressou sua indignação ao entrar no hotel, onde afirmou que as pessoas não o viam como uma ameaça. Em suas palavras, "A primeira coisa que notei ao entrar no hotel foi a arrogância. Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça".
Uma fonte oficial mencionou que o Serviço Secreto entrevistou um familiar do atirador, que revelou que ele frequentemente fazia comentários considerados "politicamente radicais" e falava sobre resolver os problemas do mundo. Em uma entrevista anterior ao incidente, Donald Trump comentou que o agressor agiu motivado por um "ódio anticristão".
O autor do ataque permanece sob custódia em um hospital para avaliação psiquiátrica e está previsto para comparecer a um tribunal federal em Washington D.C. nesta segunda-feira (27).




