Na manhã do dia 20 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve Na Alemanha, onde participou do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado em Hanôver. Durante o evento, Lula defendeu o pioneirismo do Brasil na produção de biocombustíveis, especialmente o etanol derivado da cana-de-açúcar. Ele destacou que essa fonte energética é capaz de gerar mais energia por hectare plantado e possui uma das menores pegadas de carbono globalmente, reduzindo as emissões em até 90% em comparação com a gasolina.
Lula também criticou as regulamentações ambientais estabelecidas pela União Europeia (UE), que, segundo ele, visam atingir um percentual de 50% de energias renováveis na matriz até 2050. O presidente brasileiro enfatizou que o Brasil já alcançou essa meta em 2025, destacando assim a eficiência do país em relação à energia renovável.
O presidente apontou que o setor de transporte é um dos principais desafios para a descarbonização na Europa. Ele alertou sobre a revisão das normas de biocombustíveis pela UE, mencionando que propostas em discussão podem ignorar práticas sustentáveis no uso do solo brasileiro. Lula também se referiu a um novo “mecanismo unilateral” de cálculo de carbono que desconsidera as baixas emissões do Brasil, que se baseia em fontes renováveis.
Em sua fala, Lula expressou preocupação de que essas novas iniciativas possam dificultar o acesso dos consumidores europeus a energia limpa em um momento crítico. Ele afirmou que, embora a elevação dos padrões ambientais seja necessária, não é apropriado adotar critérios que desconsiderem a realidade dos produtores brasileiros.
Lula finalizou sua intervenção reafirmando a disposição do Brasil em se transformar em um país desenvolvido, enfatizando que o país não irá desperdiçar as oportunidades apresentadas pela transição energética mundial. Ele convidou aqueles que desejam produzir com energia mais acessível e verdadeiramente limpa a buscarem o Brasil, que, segundo ele, oferece espaço e oportunidades para investimentos no futuro.


