Com a trégua temporária entre EUA, Israel e Irã se aproximando do fim, a Casa Branca tem pressionado para alcançar um acordo com o regime iraniano, que ainda não demonstrou disposição para aceitar as exigências do governo de Donald Trump. A situação gera incertezas sobre a renovação do cessar-fogo, levando o Pentágono a intensificar os preparativos para ações militares na região.
Recentemente, mais de 10 mil soldados adicionais estão sendo deslocados para o Oriente Médio, conforme informações do Pentágono. Entre esses efetivos, esperam-se cerca de seis mil soldados a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush e outros navios que o acompanham, além de 4.200 integrantes do Grupo Anfíbio Boxer e da 11ª Unidade Expedicionária da Infantaria de Marinha.
Essas novas tropas se somam aos aproximadamente 50 mil militares que já estão na área e realizando operações. Os EUA também estão posicionando três grupos de porta-aviões, que incluem o Abraham Lincoln, George H.W. Bush e Gerald R. Ford, além de dez destróieres e dois navios de assalto anfíbio, com a missão de interromper qualquer comércio marítimo com o Irã.
Desde a última quarta-feira, a vigilância da costa iraniana é comandada por um destacamento naval da Quinta Frota dos EUA, que visa impedir a saída de petroleiros iranianos e embarcações aliadas. Para isso, os EUA utilizam um sofisticado aparato de vigilância que envolve satélites, drones e aeronaves capazes de monitorar o tráfego nas principais rotas marítimas.
O general Dan Caine, Chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, informou que o país tomará ações contra embarcações de qualquer nação que ofereça suporte material ao Irã. A tecnologia militar inclui aeronaves como a E-2D Hawkeye, que fornece vigilância de longo alcance, e caças modernos como o F-35 e o FA-18 Super Hornet, que são cruciais para a missão de monitoramento e controle na região.




