Na manhã de quinta-feira, 17 de junho, a candidata de direita Keiko Fujimori se aproximava da conquista da Presidência do Peru, liderando a contagem com uma margem estreita de 39.115 votos. A apuração, que teve início após o segundo turno das eleições em 7 de junho, ainda conta com 0,6% dos votos a serem apurados, o que representa cerca de 140 mil votos, a maioria proveniente de Lima e de peruanos no exterior.
Fujimori, que busca a Presidência pela quarta vez, registrava 50,11% dos votos válidos, enquanto seu adversário de esquerda, Roberto Sánchez, obteve 49,89%. Essa contagem foi realizada com 99,38% dos votos contabilizados, mas a incerteza continua em meio a alegações de irregularidades por parte da autoridade eleitoral, levantadas por Sánchez, que convocou protestos na capital peruana para a sexta-feira.
O diretor da consultoria de dados Caleidos, Gonzalo Márquez, afirmou que a maior parte dos votos pendentes, que se concentra em áreas onde Fujimori tem forte apoio, não deve alterar significativamente o resultado já apurado. "Essas são áreas em que Keiko Fujimori deve ter uma vantagem", declarou.
Caso a vitória se concretize, Keiko Fujimori se tornará a primeira mulher a ser eleita diretamente para a Presidência do Peru. Em 2021, a candidata já havia sido derrotada pelo então candidato de esquerda Pedro Castillo por uma diferença de apenas 44.200 votos. O clima de tensão se intensifica com os recursos judiciais apresentados pelo partido de Sánchez, que busca anular votos a favor de Fujimori.
Enquanto isso, missões de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia destacaram que a votação ocorreu de maneira tranquila e instaram os candidatos a aguardarem o resultado oficial da apuração. A situação política no Peru continua em suspense, refletindo a divisão entre os eleitores e a expectativa pela definição dos resultados.




