A Justiça da Alemanha decidiu enviar Marla-Svenja Liebich, um militante neonazista de 55 anos, para cumprir pena em um presídio masculino, desconsiderando sua recente transição de gênero. A decisão foi divulgada em 16 de agosto de 2023 e provocou discussões sobre a interpretação da Lei de Autodeterminação no país.
Liebich, que anteriormente usava o nome Sven, foi condenado a um ano e meio de prisão por crimes como incitação ao ódio e injúria, além de sua militância neonazista no leste alemão. Inicialmente, havia sido transferido para um presídio feminino, mas a Justiça da Alemanha reavaliou a situação e decidiu que a transferência não era apropriada. A secretária de Justiça da Saxônia, Constanze Geiert, elogiou a decisão, afirmando que foi importante para garantir a segurança das presas.
A condenação de Liebich decorre de sua notória atuação em grupos de extrema direita, que se intensificou após a adoção da Lei de Autodeterminação, que facilita a mudança de gênero no registro civil. A mudança, vista por muitos como uma tentativa de ludibriar o sistema, levou Liebich a processar veículos de comunicação que não reconheciam sua nova identidade de gênero.
Um dos casos mais notáveis ocorreu com o jornalista Julian Reichelt, que foi respaldado pela liberdade de expressão ao afirmar que Liebich




