O Ministério Público Federal (MPF), através da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo, decidiu abrir um Procedimento Preparatório Eleitoral com base em um pedido da coligação "Desperta São Paulo", que apoia a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado. A investigação se concentra em uma abordagem considerada anormal a um motorista de Haddad, ocorrida no dia 11, após o candidato retornar de um evento acadêmico.
A situação ocorreu quando, segundo relatos, o motorista do candidato foi seguido por uma viatura da Polícia Militar até um hotel, onde foi solicitado que deixasse o local sem justificativas claras. Em resposta, o MPF exigiu que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, sob a liderança do Secretário Osvaldo Nico Gonçalves, apresentasse informações detalhadas sobre a operação policial, incluindo autorizações para o patrulhamento na área.
Além disso, o MPF requer que a Polícia Militar informe qual batalhão estava responsável pela região, delimite a área de atuação e forneça detalhes sobre as ordens recebidas pelos agentes envolvidos. A identificação da viatura e dos policiais que participaram da abordagem também é exigida. Para complementar a investigação, o MPF solicitou ao hotel que disponibilizasse as imagens das câmeras de segurança referentes ao dia da abordagem, com prazo de cinco dias para a entrega das informações.
Fernando Haddad descreveu a abordagem como uma ação "fora do padrão" e relatou que seu motorista foi alvo de uma perseguição pela Polícia Militar na noite de terça-feira, 11. O candidato informou que ficou ciente do ocorrido no dia 12 e, em declarações a jornalistas, optou por não revelar a identidade do motorista, mencionando que ele estava abalado em decorrência da situação.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que já solicitou à PM a identificação das equipes envolvidas e que as circunstâncias do evento estão sendo apuradas. O secretário Osvaldo Nico Gonçalves também se comunicou com Haddad para discutir os registros preliminares sobre a abordagem e a suposta perseguição.
Desde o início da apuração, na tarde de quarta-feira, 12, a SSP já analisou imagens de aproximadamente 40 câmeras de segurança de residências e estabelecimentos comerciais ao longo do trajeto do motorista. Até o presente momento, as diligências não encontraram evidências de uma abordagem irregular ou de qualquer interação entre os policiais e o candidato ou sua equipe.




