A República Islâmica do Irã executou Aref Khoshkar, um homem condenado pelo assassinato de Salman Amir Ahmadi, membro das forças de segurança, durante os protestos que ocorreram entre 2022 e 2023. A execução foi confirmada pela mídia oficial do poder judicial iraniano no último sábado, 18.
O crime aconteceu no contexto das manifestações que se alastraram pelo país após a morte de Mahsa Amini, uma jovem curdo-iraniana que foi detida em Teerã por alegadamente violar o código de vestimenta. A agência de notícias Mizan informou que a sentença de morte foi executada após a conclusão dos trâmites legais e a aprovação do Supremo Tribunal.
De acordo com o relato da Justiça iraniana, Khoshkar foi responsabilizado por cumplicidade em homicídio premeditado, sendo sua condenação resultado do julgamento que ouviu os argumentos da defesa. A vítima, Salman Amir Ahmadi, era identificada como um membro da Basij, uma força paramilitar associada à Guarda Revolucionária.
Nos últimos meses, o Irã tem intensificado a aplicação da pena de morte, especialmente após o início de uma guerra provocada por uma ofensiva americana-israelense contra o país em 28 de fevereiro. A maioria das execuções realizadas tem sido de indivíduos que participaram das manifestações.
Recentemente, em 15 de agosto, outra execução foi anunciada, envolvendo um homem condenado por sua suposta participação nas manifestações antigovernamentais. Dados da ONU revelaram que, até 15 de junho, pelo menos 40 homens foram executados no Irã em 2026, sendo 18 deles envolvidos nas manifestações.
A Anistia Internacional e outras organizações de direitos humanos apontam que o Irã é um dos países que mais utiliza a pena de morte, ocupando o segundo lugar mundial nesse aspecto, atrás apenas da China.




