Na última terça-feira (4), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que é do MDB, anunciou a suspensão do rodízio de veículos na capital paulista. A decisão foi tomada em resposta ao anúncio de greve por tempo indeterminado por parte dos ferroviários, que impactará a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Os trabalhadores do setor ferroviário programaram a paralisação para iniciar à meia-noite de terça-feira, motivados por problemas enfrentados desde que a Trivia Trens assumiu o controle das linhas. Apesar da greve, a operação da linha 10-Turquesa, assim como as linhas de metrô e aquelas operadas pela Via Mobilidade e TicTrens, continuará normalmente.
A assembleia que decidiu pela greve ocorreu na sede do sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (Stefzcb), localizado no Brás. A convocação para a assembleia foi feita após a destruição de um vagão da linha 12-Safira em um incêndio, que se somou a falhas elétricas que já vinham afetando as linhas 11-Coral e 13-Jade, também operadas pela Trivia Trens.
Em resposta ao incêndio e às falhas, o governo do estado de São Paulo decidiu retomar o controle das linhas por um período de 90 dias e está colaborando com a empresa para melhorar a operação. Além disso, cinco dias após o incidente, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito através da Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital para investigar as falhas no serviço prestado.
Com a greve se aproximando, a suspensão do rodízio visa evitar um colapso no trânsito da cidade, que já enfrenta desafios significativos em relação à mobilidade urbana. A situação se agrava com a expectativa de que a greve possa aumentar o número de veículos nas ruas, levando a congestionamentos ainda maiores.




